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terça-feira, 30 de julho de 2013

Do limite da alma

Do limite da alma


  Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Eis que no entardecer ela chega, charmosa,
Com cara de anjo, de bruxa maldosa,
Um misto de bem e mal numa mesma rosa.

Com seus gestos ela dança, airosa,
Numa magia inocente e maliciosa,
Corpo ardente, quase febril, fogosa.

Essa mulher tem o dom de ser maravilhosa,
Deusa em suave pétala de rosa,
E, às vezes, Doce serpente venenosa.

Ás vezes é valente, geniosa,
Sem deixar, jamais, de ser generosa,
Poder de quem se sabe deliciosa.

Porém, não se acha formosa,
E esse encanto a faz poderosa,
Dona de mim, de minha índole amorosa.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 02 de setembro de 1999
Abraço!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Inculto

Inculto


  Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Do teu leito nas praças
O que será que sonhas?
Acaso vês qualquer graça
Nesta estranha vergonha?

Nos jornais que te aquecem,
Promessas são enxurrada
Na boca dos que te esquecem
Ou te julgam parte do nada.

No teu brinde sem taça,
Será que aspiras?
Ou nem mesmo esta farsa
Teu destino inspira?

De lutar e pedir às portas
Pesam teus dias, teu fado,
Até que desistes, não suportas,
Morres só e abandonado.
Nestas trilhas tortas
Por ninguém serás lembrado.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 01 de outubro de 1999
Abraço!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Unicamente

Unicamente


  Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Amo-te enlouquecidamente,
Sem metáforas, sem explicação,
Só sei que te amo, simplesmente,
De toda a alma, corpo e razão.

Amo-te tão desvairadamente,
Como um colibri deslumbrado
Com uma agreste flor silente,
Tendo tantas rosas ao seu lado.

Eis que amo-te ardentemente,
Qual fúria de uma tormenta,
Relâmpago viril e demente.
Tu, de desejo me alimentas!

Enfim, amo-te sinceramente,
Com a certeza de quem não mente.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 14 de setembro de 1997
Abraço!

domingo, 21 de julho de 2013

Amar é se reencontrar

Amar é se reencontrar


  Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


O amor acontece num momento no tempo,
Às vezes no mais pueril dos passatempos,
Talvez nos sutis arcanos dum contratempo,
Sem se permitir a quaisquer planejamentos.

Ah! Faz do mais forte dos homens um menino,
E do mais frágil poeta um heroico deus.
O amor faz do anjo um feroz felino,
E da mulher amada todo o seu zelo.

Cada riso dessa mulher é alegria
Queimando em cada gota de seu sangue,
Seu espírito transpirando poesia,
Concebendo eternidade em um instante.

Ah! Amá-la é mirar a própria alma,
Reconhecer-se gêmeo, sem nenhum segredo,
Encontrar nessa deusa querida, a calma
Para ver a sim próprio sem nenhum medo.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 27 de março de 1998
Abraço!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Escalada

Escalada


  Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Divago pelos cantos sagrados,
Os lugares onde aprendi meu canto,
Onde o sonho perdoa qualquer pecado.

Ora, meus infantes caminhos, tão santos!
Lamento meu misterioso e imprevisível fado,
Em cada minuto me enchendo de espanto!

Devaneio em meu primeiro poema:
Um amor perdido me ferindo por dentro.
Hoje sei que não perdi minh'alma gêmea,

Pois, foi ilusão o que se perdeu no tempo,
Foi um efêmero "afair" numa noite morena,
E iludiu, profano, meu bisonho sentimento.

Mergulho, enlouquecido, na dura saudade
Daqueles diamantes que passaram por mim
No trilho da vida, e que as mãos da eternidade
Fizeram inesquecíveis, lembranças sem fim.

Me olho no espelho de quem eu quis imitar,
E percebo o quanto estou mudado:
Homem e poeta aprenderam a amar,

Meu mundo está além dum pequeno cercado,
Onde as mãos ainda não podem tocar -
Um universo em meu peito, calado.

Descobrir o amor é, enfim, a maior grandeza,
Querer doar de si, buscar a felícia
De alguém, com afã, é gentil nobreza

De quem experimenta a suprema delícia
De se entregar com total leveza,
De ser uma síntese de inocência e malícia.

Amar uma mulher é descobrir o dom,
Sagrado dom de assumir um sentimento
Capaz de silenciar qualquer som,
Fazendo eterno o divino momento
Em que o gosto de seu vermelho batom
Desperta em mim o mais cúmplice alento.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 03 de setembro de 1999
Abraço!


quarta-feira, 10 de julho de 2013

No âmago da realização

No âmago da realização


  Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Vai, sobeja seu canto,
Extravasa encanto - 
A vida é maravilhosa!

Vai! A dor é passageira,
A sorte é faceira,
Mas a coragem é vitoriosa!

Vai, que o caminho é incerto,
Talvez não ofereça regresso,
Mas sem risco não há conquista!

Vai! Encara seus próprios defeitos,
Faz de sua alma seu espelho -
Narciso é lindo à sua própria vista.

Vai! Faz sorrir seu semelhante -
Eis o mais valioso diamante!

Vai! Faz feliz a pessoa amada -
Só você pode construir seu conto-de-fadas!


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 03 de março de 2000
Abraço!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Só você

Só você


  Foto; Daniel Carvalho Gonçalves


Só você sabe sorrir, tão faceira,
Esse sorriso que desarma minha negativa,
Síntese de anjo-demônio, feiticeira,
Que faz do meu coração uma ave cativa.

Só você tem um olhar que me fascina,
Algo ferino, como se quisesse me devorar;
Algo angelical, doce, coisa de menina,
Como se sonhasse em meus braços se aninhar.

Só você diz as palavras que me fazem bem,
Só você traz nos lábios a cumplicidade.
Não, igual a você não existe ninguém.
Ninguém, jamais, provocaria tanta felicidade.

Só você tem encanto de fêmea, pequena
Deusa que sabe, ao fazer-se inocente,
Ser maliciosa, sem deixar de ser serena.

Só você me faz um poeta tão reticente.
Ora! , ante seus rubros lábios e sua pele morena,
O que me resta senão manter-me silente?


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 21 de março de 1995
Abraço!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Incógnita

Incógnita


  Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


O que amo não é apenas teu corpo
Que ao desejo inspira minha alma,
Não, não é a efêmera estética
Feminina que me arranca a calma.

O que amo loucamente, amor sem fim,
Não são apenas teus olhos que encantam
A tantos, ou teus lábios tão perfeitos
Que à símplice poesia divagam.

O que amo, amor além da morte,
Não são as roupas belas que tu usas,
Ou os trejeitos, lindos, do teu cabelo,
Não, não amo de maneira tão obtusa.

O que amo, e não escondo jamais,
É  a pessoa linda, maravilhosa,
Que brilha, indisfarsável, dentro de ti,
Teus medos, teus sonhos, tu, tão formosa,
Tão carinhosa, tão humana, tão mulher,
Tão frágil, e as vezes tão perigosa,
O teu sentimento, o teu jeito de ser.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 06 de fevereiro de 1995
Abraço!