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sábado, 30 de janeiro de 2016

À invasora

À invasora


     Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Chegaste.
Tinhas no beijo um doce vinho,
Quem sabe, o calor de um ninho.

Chegaste.
Entonteceste minha poesia,
Fêmea divina, pura melodia.

Chegaste.
Tempestade no encanto do cio,
Sutil incerteza nas águas dum rio.

Chegaste.
Domaste a serpe maliciosa,
Arrancaste a peçonha, deliciosa.

Chegaste.
Invadiste minha casa, minha fortaleza,
Deslumbrando-me com tua beleza.

Ficaste.

Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 23 de junho de 2000
Abraço!

domingo, 24 de janeiro de 2016

O vencedor

O vencedor

            Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Subir ao ringue da existência
Com a convicção de vencer.
Desafiar o destino
Em cada assalto,
Exorcizando o próprio medo
Num gesto titânico de ousadia.

Mas se é da vida ir à lona,
É dos fortes o dom de insistir,
Resistir.
É dessa força que exsurge a vitória,
No dom de lutar além do cansaço,
Além da dor.

De se acreditar num sonho
É que se constrói um herói,
Um vencedor.
É de não se ter medo do fracasso
Que se criam as lendas
E se conquista o aplauso,
O reconhecimento.

Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 10 de outubro de 2000
Abraço!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Somente a quem amo

Somente a quem amo


  Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


És a flor que encanta
Como se mágica tivesses
Em cada pétala.
És a música que inspira meus sonhos
E liberta o poeta em mim.

És um sol que, ao sorrir,
Faz sorrir minha alma.
És a estrela mais bela
Que me guia a um lugar seguro
Ao cair da noite sobre mim.

És uma chama ardente
Que me aquece ao seu contágio
Como se fosses hálito de vida.
És a fé que me excita
À esperança de que dias melhores virão.

És lágrima se estás ausente.
Quem não chora por amor?
És lágrima, e, como uma lágrima, estás comigo sempre,
Mesmo distante,
No riso mais intenso 
Ou na dor mais insuportável.

És o silêncio que prenuncia tempestade,
A calma que prologa um vendaval;
Mas és também o contrário de si mesma.

És um mistério adocicado
Que brinca de código
Num livro aberto.
És a razão dessa minha loucura,
A demência que me faz lúcido,
Pois, és, enfim, o que não sei explicar.

És joia rara,
Beleza tão cara,
De simplicidade intocável,
Caráter lapidado no mais puro diamante,
És deusa, anjo,
Veneranda representação do amor.

És mulher como nenhuma outra.
És aquela que amo
Como nenhum poema,
Nenhum olhar
Ou gesto
Conseguirá te dizer.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 01 de setembro de 1995
Abraço!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Divagação

Divagação

     Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Descobri que ser poeta não é apenas
dar ritmo às palavras,
mas é ter algo insano na alma,
algo como o poder de invadir
o sentimento das pessoas, 
dizendo tudo aquilo que elas gostariam de dizer.

É como se fosse um bruxo
que trouxesse para fora
 e expusesse suas fantasias,
seus sonhos mais íntimos,
suas histórias, suas decepções,
seus segredos e suas esperanças,
e fizesse de tudo isso uma canção,
pois as pessoas amam o reflexo de si mesmas.

Descobri que fazer rir ou chorar
não depende de mais ninguém, 
exceto de quem ouve ou vê,
porque suas ações ou reações
dependem de sua própria maneira de ver a vida,
e o poema talvez seja o canal
mais estranho de se reconhecerem.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 11 de maio de 2007
Abraço!