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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Do fundo do coração

Do fundo do coração


  Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Que soprasse a mais frígida e cruel tempestade
E levasse, indiferente, minhas poesias,
Se elas não rimassem, simples, tanta felicidade,
Se não contassem sobre o amor com tanta magia.

Que murchassem os meus versos como flores no deserto
Se algum dia eu te esquecesse (coisa impossível!),
Não precisasse do teu beijo, não te quisesse perto,
Não fosses tu essa deusa que faz o sonho possível.

Que essas palavras calassem se não fossem verdade,
Se meu sentimento não gritasse tanto por teu nome,
Se minha alma não te esperasse com tanta saudade,
Se meu corpo não te desejasse com afã, com fome

Do teu contato, com sede do teu beijo, com loucura.
Que este poema parca a rima mas não a candura!


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 26 de novembro de 1996
Abraço!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Sem você ao meu lado

Sem você ao meu lado


  Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Nesta noite, enquanto dormia ao meu lado,
Eu fiquei pensando como seria viver sem você.
Bem sei, não haveria em meu corpo pecado
Tão santo quanto o de lhe dar prazer.

Vi minha alma metálica, metódica e fria,
Sem sua luz, dilacerando ao poeta;
Ignoto à melodia, roubando sua inocente alegria,
O homem primitivo fazendo festa

Ao saber-se incapaz duma lágrima sequer.
Vi meu mundo sem magia, sem ternura,
Sem a delicadeza do seu toque de mulher,
Vi meu riso se perder nesta loucura.

Vi meu ego inventando cálidas paixões,
Sem o poder de amar a mais ninguém;
Vi meu mundo vazio, sem nenhuma das emoções
Que aprendi e vivi ao lado do meu bem.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em17 de abril de 1998
Abraço!

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Sementes

Sementes


  Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Trago sementes do bem.
Deixo-as espalhadas
Pelo caminho por onde ando.
Não espero colher,
Mas quero que sejam colhidas
Por quem me acompanhar.

Trago abraços carinhosos
Para doar a quem precise,
Para proteger e aquecer
Os corações dos que compreendem
O amor em sua plenitude,
Para que juntos possamos mostrar
Que ainda existe esperança.

Trago beijos fraternos,
Silentes e verdadeiros,
Gestos que fazem as palavras
Desnecessárias,
Porque são símbolo de abrigo,
De doação,
De bem-querer.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 01 de agosto de 2015
Abraço!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

À diva musa

À diva musa


  Foto: daniel Carvalho Gonçalves


Não poderia ser outra
A ser amada tanto assim,
Sem mistério,
Sem posse,
Apenas amada
Com toda a pureza de alma.

Não poderia ser outra
A viver e estar comigo
Em cada passo,
Em cada dia,
A partir do dia
Em que nos conhecemos.

Este poema breve e frágil,
Mas um signo para a eternidade,
Não poderia ter outra musa
Nem poderia ser de outra.
Esse sentimento
Maior do que meu corpo
Não poderia ser de outra
Senão da mulher que amo.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 01 de agosto de 2015
Abraço!