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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Um grande amor

Um grande amor

  Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Um grande amor, ora!, um grande amor
É aquele capaz de me arrancar o pudor
E me fazer o mortal mais ousado.

Um grande amor é o amargo mel duma lágrima,
O doce fel de se aprender uma mágica,
Um mal ou bem que tanto quero ao meu lado.

Um grande amor é a loucura duma saudade,
A poesia de quem extravasa felicidade,
Fazendo do homem um exótico infante.

Amar assim é negar o céu ou inferno
E acreditar que o ser amado é eterno,
Como se fosse deus por um instante.

Um grande amor é canção de diva ternura,
É raio de luz em madrugada escura,
A profundidade desta minha jura:
Este amor além da morte perdura.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 20 de janeiro de 1998
Abraço!

sábado, 9 de maio de 2015

MÃE

MÃE

  Foto: Daniel Carvaçlho Gonçalves


Ouves, mãe, teu encantado poema,
Quando, mulher, te olhas no espelho?
Vês a magia de uma noite morena
Em teus olhos, tão divino segredo?

Acaso explicas teu amor imenso,
O dom único de gerar a vida,
Como uma deusa de brilho intenso?
Acaso te vês, flor, tão querida?

És construtora de mundos e sonhos,
Guerreira, rocha, anjo bisonho,
Uma deslumbrante melodia.

Não há poema que te faça entender,
Quando tudo o que resta é agradecer
E declamar, orgulhoso, tua inata poesia.


Daniel Carvalho Gonçalves
escrito em 05 de maio de 2010
Abraço!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Ab imo pectore

Ab imo pectore

     Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Borboleteava pelo tempo, sem destino,
Qual fosse uma áurea folha de outono,
Um tolo talvez, desprotegido menino
Ante o orgulho de seu próprio sonho.

Mas, eis, nesse caminho, a mais doce ventura!
Na orla mais agreste, olhos de sol
A iluminarem, gentis, a mais bela criatura,
A mulher que deu ao meu sonho a cor do arrebol!

Eu, que de amor nada entendia,
descobri, então, o dom da poesia
E a eternidade de uma sentimento.

Eu, que só em puro desdém sorria,
Tenho hoje o encanto duma melodia
E um amor que durará além do tempo.

Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 22 de novembro de 1998
Abraço!