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domingo, 19 de maio de 2019

Que sejamos eternos

Que sejamos eternos


     Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Não sou normal.
Nem quero ser.
Não sei viver
Um amor de meia entrega,
Que não se revela
Por medo de parecer intenso demais.

Não sei calar o poeta,
Esse fogo inextinguível 
De dedicação exclusiva
À mulher amada.

Não sei esconder
A ternura de me encantar
Com o seu sorriso,
De protegê-la com um abraço
Como se fora o melhor abrigo.

Não sei condicionar carinho
Nem disfarçar meu sentimento.
Minha felicidade
É acreditar que sou amado
Com a mesma verdade com que amo
E me deliciar com a possibilidade
De que esse amor seja eterno.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 27 de abril de 2019
Abraço!

domingo, 28 de abril de 2019

PARA ALÉM DE NÓS

Para além de nós


     Foto; Daniel Carvalho Gonçalves


Quero deste poema
A imperfeita essência,
Mais do que palavras soltas
Que se encontram
Na enlouquecida busca de sentido.

Quero sentimento verdadeiro,
Gritado ou sussurrado,
Em cada verso.
Quero a jura silente
Dos meus lábios grudados aos seus.

Quero a volúpia impudica, 
O arrepio na pele,
O suor com cheiro de desejo,
O gemido cúmplice
De sentir e provocar prazer.

Quero o abraço
De nossos corpos nus depois do amor,
O silêncio, quase um pacto,
De dois seres que se amam
E que se escolheram para viver o amor.

Quero que esse poema
Seja para além de nossos corpos,
Além de onde a vida nos levar,
A certeza de um amor
E de um sonho realizados.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 27 de abril de 2019
Abraços!

quinta-feira, 14 de março de 2019

Lição de vida

Lição de vida


                           Foto; Daniel Carvalho Gonçalves


Era um dia comum,
Desses em que a gente
Senta-se em qualquer lugar,
Sem pressa de ir para casa,
E fica ali, a esmo,
Só por estar,
Com a companhia de pensamentos aleatórios.

Ela veio em minha direção.
Me disse "bom dia"
E sentou-se, quieta, ao meu lado.
Não consigo explicar
A serenidade em seu olhar.
Então, virou-se para mim
E disse quase em sussurro:
- "A solidão dói, não é?"

Quanta surpresa em uma pergunta tão simples!
Na defensiva, perguntei:
- "Você se sente sozinha?"
-"Tem dias que sim", ela me respondeu.
Retirou de sua bolsa uma foto;
-"Minha filha e minha netinha,
Minha fonte de alegria."
Na foto, uma mulher sorridente
E uma menininha que herdara
O olhar doce da avó.

-"Já perdi minha casa,
Meu marido e mais dois filhos",
Continuou ela,
"Todos de forma trágica.
Fiquei sem chão, sem rumo,
Sem entender a razão de tudo,
Praticamente deixei de viver."

Não havia sofrimento,
Tampouco resignação,
Na sua voz,
Apenas calma e suavidade.
Num curto espaço de silêncio,
Me perguntei o quanto
Alguém consegue perder
Até encontrar a paz,
Quantos sonhos somos capazes
De sufocar
Até entender o caminho.

Ela me sorriu levemente:
-"Mas não é da minha solidão
Que eu estava falando.
Por que se sente sozinho?
Por que se deixa sozinho?
Olhei dentro daqueles olhos
E respondi: -"Agora que te ouvi,
Não existe razão para isso."
-"Então, vá, meu filho, seja feliz,
Abrace a quem você ama,
E, como eu, encontre neles
A sua paz,
A sua felicidade."


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 14 de março de 2019
Abraço!


sexta-feira, 8 de março de 2019

Orbe poético

Orbe poético


     Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Mundo de poeta
É lugar estranho,
É terra de solidão.

Mundo de poeta
É sentimento puro,
Onde as palavras,
Versos belos e soltos,
São a mísera superfície.

Mundo de poeta
É tristeza
Disfarçada de canção,
É quando tudo parece inalcançável,
Intocável,
É a dor apenas parte do enredo.

Mundo de poeta
É felicidade daquelas simples,
Coisas que provocam paz,
Como um abraço,
Um gesto carinhoso qualquer,
O sorriso da mulher amada.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 06 de março de 2019
Abraço!

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Se soubesse explicar a saudade

Se soubesse explicar a saudade


     Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Para falar de saudade
É preciso lembrar que sou humano,
Que não dá para ser forte
Quando alguém que amo,
Por destino ou escolha,
Se faz ausente.

Para falar de saudade
É preciso que a alma grite,
Quebre o silêncio físico
E reverbere, intensa,
Onde apenas o sentimento
É capaz de tocar.

Para falar de saudade
É preciso que a dor
Se transforme em lágrimas,
Transbordando
Tudo aquilo que o coração
Já não sabe conter.

Para falar de saudade
É preciso que o reencontro
Seja mais do que uma esperança,
Seja uma certeza,
Seja a razão da fé,
O objetivo,
O brilho que se revela no olhar
E no sorriso.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 23 de fevereiro de 2019
Abraço!

domingo, 6 de janeiro de 2019

Mais um poema de amor

MAIS UM POEMA DE AMOR


     Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Este poema nasceu em meio
A escuridão do quarto,
Do silêncio envolvente da noite,
Da tempestade dos meus pensamentos,
Da verdade dos meus sentimentos.

Passei uma eternidade
Olhando para você enquanto dormia,
Tão doce!
Quisera tocar seus sonhos
E afastar todo medo;
Quisera tocar sua libido
E provocar desejo tão gostoso
Quanto o que sinto
Ao te ver com roupa de dormir.

Fiquei ali, sonhando acordado
Com cada sorriso,
Cada felicidade que eu puder lhe provocar.

E o poema é isso:
Tudo o que você já sabe,
Um pouco de tudo, de desejo,
De ternura, de carinho,
De abrigo, de abraço,
E de um amor infinito
Que não consigo explicar.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 03 de janeiro de 2019
Abraço!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

DE UMA SAUDADE SEM FIM

DE UMA SAUDADE SEM FIM


     Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Hoje, meu coração visitou lugares
Onde tantas vezes caminhamos juntos.
Pude ouvir tua voz,
Quase uma canção de ninar,
Me ensinando coisas,
Moldando o meu jeito de sentir.

Pude sentir no vento brando
A aura doce de um beijo em meu rosto,
Um afago em meus cabelos,
E aquele abraço sem igual
Que me protegia de tudo
E afastava qualquer medo,

Não sei onde estás agora,
Se podes ouvir estas minhas palavras,
Meu poema, minha prece.
Só quero que saibas
Que o meu amor por ti não mudou,
Que o meu mundo sem você
É mais inseguro, mais triste,
Mais dolente, mais saudoso.
Quando, mãe,
O teu abraço novamente?


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 03 de janeiro de 2019
Abraço!