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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Inesquecível II

Inesquecível II


     Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Todos os dias te vejo, diva fêmea,
Possuidora de todos os meus poemas,
Louca febre em cada gota do meu sangue,

Terna flor eterna, raro pólen tão santo,
mágica, labirinto de sutil arranjo,
Anjo e demônio ao mesmo instante.

Ah! O amplexo roubado em cada ensejo
E a renovada ânsia por teu beijo,
São recordações que o tempo não apaga.

Esse amor é um vício que nada cura,
Uma virtude que além da morte dura,
Pois, és tu, linda mulher, a joia mais rara.

Ora! Estes versos fúteis, tão pueris,
Não te contam o quanto me fazes feliz.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 13 de julho de 1997
Abraço!

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Acima de tudo

Acima de tudo


      Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Há na tempestade um vociferar trovejante?
O meu amor é um grito que o faz insignificante.

Há no vendaval um poder sem fronteiras?
O meu amor pode além de qualquer barreira.

Há na noite um mistério, um inato medo?
Meu amor nada teme em seu poético segredo.

Há na lágrima uma dor, uma fria verdade?
O amor também conhece a dor da saudade.

Há na fé uma indiscutível religiosidade?
O meu amor é ritual sagrado de felicidade.

Há na libido um quê de profano?
O meu amor é capaz de torná-lo santo.

Há no céu uma inalcançabilidade?
Para o meu amor tudo é possibilidade.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 01 de outubro de 1997
Abraço!

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Incógnita

Incógnita


     Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Não sei mais o que sou,
Se sou caça ou caçador,

Se encanto quem está ao meu lado
Ou se sou encantado.

A armadilha, a espreita da fera,
Fragilizou-se num olor de primavera,

Pois, já não controlo meu sentimento,
E minha lógica fria se foi com o vento.

Eu me vejo vibrante com tanto alento.
Não sou mais dono do meu pensamento.

Então, me tranco em meu silêncio,
E nem sequer o poema decifra o que penso.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 06 de agosto de 2000
Abraço!

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Desconcerto de poeta

Desconcerto de poeta


     Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Vejo-me sempre a divagar, encantado,
Sobre versos que se inspiram em teu rosto,
Que se embriagam com teu olhar divino,
Dependente que sou de ti, do teu abraço.

Ora! Quantas rimas sem sentido eu faço,
Quanta saudade não consigo poetizar!
Se não te tenho agora em meus braços,
Sei que a fé me ensinará a te esperar.

Que meus versos se percam em tua morena
Pele, se calem em tua boca pequena,
E venerem, carentes, o teu jeito de ser.

Pudesse eu te falar, nesse ensejo,
Do gosto (ah, se pudesse!) do teu beijo,
Se esses versos tivessem teu encanto, mulher!


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 09 de abril de 1996
Abraço!



quinta-feira, 26 de maio de 2016

Um mergulho em minha alma

Um mergulho em minha alma


     Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Sou um andarilho sob um sol abrasante.
És sombra fresca à orla do meu caminho.
Sou solo árido com você tão distante,
Pois, és chuva, és fonte de puro carinho.

Sou lógica fria, sou simples explicação.
És sentimento a refazer minha alma,
És poesia a me doar um coração,
És quem amo mais do que minha própria vida.

Sou uma canção pobre e sem nexo algum.
És melodia, encanto quase divino.
Sou uma ave que voa para lugar nenhum
Até descobrir que és o meu ninho.

És um tudo, estás em tudo, és meu desejo,
Sonho, felícia, meu afã por teu beijo.

Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 06 de julho de 1996
Abraço!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Perplexo

Perplexo

     Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Sei que o tempo, todo o tempo perdido,
Não pode explicar os nossos sentimentos;
Que os versos de amor, tristes e sentidos,
São lágrimas inúteis jogadas ao vento.

Sei que a vida é a soma de momentos,
E que sempre se conquista (ou até se perde)
A felicidade, e que o silêncio
É doce amargo, e dele não se foge.

Sei que são abstratas as canções de amor,
São flor-espinho fazendo rir ou chorar.
Sei que o ser amado é anjo sem pudor
Que nós tanto amamos, querendo odiar.

Sei que toda beleza, em si, é surreal,
Fruto de nossa imaginação carente
E de nossos desejos íntimos, silentes.

Sei que o amor é exatamente assim:
Um inexplicável instante sem fim.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 26 de agosto de 1994
Abraço!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Encontro

Encontro


     Foto: Daniel Carvalho Gonçalves


Hoje, quero apenas um poema
Com quantas palavras forem necessárias
Para falar de amor.

Mesmo que seja feito por silêncios,
Escandalosos silêncios,
Intensos desejos,
Desavergonhadas loucuras
Que queimam no corpo
E escapam pelos olhos.

Hoje, quero a jura mais gemida,
O contato da tua pele nua,
Batizados por nosso suor,
O sonho à espera
Que o momento se prolongue
E o amanhã seja eterno.

Hoje, duas palavras
Resumem o que sinto,
Duas palavras valem a vida:
Te amo.


Daniel Carvalho Gonçalves
Escrito em 20 de abril de 2016
Abraço!